Aqui há uns tem­pos, abrir um negó­cio era algo de monta. Não só os cus­tos das lojas como da entrada do cap­i­tal lev­ava muita gente a pen­sar que isso era só para os grandes empresários. Hoje em dia é mais fácil do que nunca ter um negó­cio próprio. Ganha um din­heiro extra, que bem pre­cisa, e ajuda tam­bém Por­tu­gal, que pre­cisa de receitas urgentemente.

Assim relato hoje 7 razões pelas quais deve já plan­ear em ter o seu próprio negócio.

1. Os salários estão a encurtar

Dev­ido às medi­das imple­men­tadas con­tra a crise, as empre­sas e o estado colo­caram no desem­prego mil­hares de tra­bal­hadores e, agora com as novas regras do sub­sí­dio de desem­prego, é cada vez mais dífi­cil não aceitar uma oferta de tra­balho. As empre­sas estão a aproveitar esta bonança para recru­tar gente com os sub­sí­dios do estado, o que implica que vão poupar din­heiro.
Com toda esta ani­mação, as ofer­tas de salário são cada vez mais baixas, uma maneira de baixar o valor da mão-de-obra.
Com o salário a encur­tar, o valor das deduções a encur­tar, é cada vez mais necessário gan­har um extra. Entre desco­brir um part-time que lhe renda um tanto por mais horas de tra­balho e o seu próprio pequeno negó­cio que pode fazer em casa e deter­mi­nar que quanto mais se esforçar, mais pode gan­har, a resposta é real­mente fácil de descobrir.

2. As empre­sas recru­tam cada vez menos

No sen­tido do acima, é mais fácil ofer­e­cer os seus serviços como free­lancer do que esperar que lhe surja um con­trato na mesa. As respon­s­abil­i­dades, sem dúvida, que aumen­tam, mas não tem de sus­ten­tar toda uma panó­plia de empre­ga­dos, nem pagar o lucro dos patrões, dado que o patrão é você.
Para além disso, hoje em dia as empre­sas con­tratam muito mais sobre reci­bos verdes, por­tanto uti­liza o mesmo for­mato fis­cal do que se tra­bal­hasse para si. Só basta mudar a sua mentalidade.

3. A nova cadeira da uni­ver­si­dade da vida: empreendedorismo

O empreende­dorismo está a voltar em força e é, de facto, a força dom­i­nante em qual­quer econo­mia. Quanto mais cedo começar, mais cedo poderá aproveitar os nichos de mer­cado que ainda não estão preenchi­dos e esta­b­ele­cer aí o seu domínio, criando a sua marca. Uma vez que uma marca é esta­b­ele­cida, já real­i­zou metade do cam­inho.
O empreende­dorismo tam­bém é a car­reira que mais futuro aparenta ter, pelo que poderá ensi­nar todos os seus erros e vitórias aos seus descen­dentes e regozijar-se no saber que eles irão ficar mel­hor prepara­dos do que os que sim­ples­mente pas­sam pelo sis­tema de ensino.

Pou­cas coisas fazem mais sen­tido do que saber de onde vem o meu dinheiro.

4. Pro­du­tos por­tugue­ses são muito apre­ci­a­dos no estrangeiro

Os pro­du­tos e serviços por­tugue­ses são alta­mente val­oriza­dos no estrangeiro como de alta ino­vação e qual­i­dade. Esta pre­missa é extrema­mente impor­tante no que se ref­ere ao grande movi­mento de inter­na­cional­iza­ção que se está a realizar nos últi­mos anos. Levar os pro­du­tos de Por­tu­gal lá para fora é um passo de negó­cio intim­i­dante mas é a maneira mais certa de criar riqueza nos dias de hoje, bem como trazer essa mesma riqueza para Por­tu­gal, ajudando-o nestes tem­pos difíceis.

5. Relações pes­soais estão a mesclar-se no negócio

As relações inter­pes­soais sem­pre foram impor­tantes nos negó­cios, mas hoje em dia são condição inegável de qual­i­dade nos mes­mos. Hoje em dia, com a falta de lig­ação entre as famílias e as pes­soas, estas pref­erem inve­stir o seu din­heiro em pro­du­tos com lig­ações a pes­soas, a rela­ciona­men­tos e a exper­iên­cias emo­cionais. Pro­du­tos arte­sanais, pro­du­tos com história e pes­soas são cada vez mais bens mel­hor pagos do que bens de con­sumo em massa.
Ao criar um pro­duto emo­cional, que por sua vez é mais fácil de criar com um pequeno negó­cio, será mais val­orizado que um bem do género real­izado indus­trial­mente. Esta pre­missa tem cri­ado pequenos negó­cios de sucesso nos últi­mos tem­pos um pouco por todo o país.

6. A pub­li­ci­dade gratuita

A mel­hor pub­li­ci­dade do mundo, a recomen­dação por parte de uma pes­soa con­hecida, massificou-se com as redes soci­ais e é agora gra­tuita. A recomen­dação de um amigo a um pro­duto seu é mais fácil de criar receitas por parte da rede pes­soal desse amigo do que vários mil­hares de euros investi­dos na pub­li­ci­dade tele­vi­siva.
Para além disso, você con­trola a pub­li­ci­dade. O nicho que pre­tende adquirir clien­tela, o público-alvo, está ao seu alcance, através dos vários gru­pos de inter­esse, blogs, redes soci­ais, fóruns, você decide.

7. Fácil entrada

Não há muito tempo, criar um negó­cio impli­cava inve­stir numa frente de loja numa zona com­er­cial e cap­i­tal social numa empresa. Hoje em dia pode criar uma activi­dade com­er­cial com um site rel­a­ti­va­mente barato (con­forme as suas especi­fi­cações) e abrir activi­dade a custo zero no por­tal das finanças, pela inter­net. Para além disso, pode alargar a sua mon­tra (site) quando quiser sem neces­si­dade de parar o seu negó­cio fazendo grandes obras.
O custo de entrada é de tal modo neg­li­gen­ciável que pode começar hoje mesmo.

E então, de que está à espera?

Um abraço e tudo de bom,

1 comments
joanacorreia
joanacorreia

Olá Ricardo,

Parabéns pelo teu blog. Tenho andado a ler aos poucos e ao ler este artigo lembrei-me de uma dúvida minha já antiga. Lembro-me perfeitamente quando a noticia do se poder criar uma empresa com 1€ saiu, aliás até me lembro de ter comentado isso contigo. E se muitos estavam contentes eu desconfiei, ainda sou daquelas pessoas que acredita que não existem coisas de graça sem um senão. Daí que a comentar esta noticia com um amigo, ele me disse que apesar de custar 1€ a abertura, era necessário passado um ano a existência de um capital social de 5000€. E mais tarde a comentar com outra pessoa, essa mesma pessoa dizia que a carga fiscal era demasiado pesada para as novas empresas.

Então a minha questão é a seguinte: apesar de ser barato a abertura de uma empresa, quanto é que custa, em termos de impostos, os primeiros anos da empresa? Confirma-se que temos de ter 5 mil euros de capital social após um ano? Será a carga fiscal tão insustentável que uma nova empresa, que não tenha tido sucesso durante o seu primeiro ano, não sobreviva?

Obrigada pela fonte informação que estás a construir aqui.

Joana