Este sábado fomos ao Cotas da Francesinha por indi­cação de um famil­iar meu. Mesmo no cen­tro de Alco­chete (não o Freeport mas a zona antiga), na praça da igreja matriz, apre­ci­amos um jan­tar de um sabor ao nível dos mel­hores restau­rantes de Lis­boa. E para os apre­ci­adores de Francesin­has, duvido que encon­trem mel­hor nas redondezas!

Ora vamos lá a isto :) !

Ape­sar do trân­sito caótico em direcção à Ponte Vasco da Gama, cheg­amos a horas do jan­tar, pelas 20h00 ao restaurante/snack bar As Cotas da Francesinha.

O espaço é mod­erno, branco de pare­des e mesas e cadeiras em tons de faia. Umas frases colo­cadas nas pare­des faziam analo­gias a comida e dita­dos anti­gos como “Se penso logo como!” e “Não sou ate­niense nem grego sou um cidadão alcochense!”, entre out­ras, colo­cavam um mote de difer­ença em relação a out­ros snack-bars. Um poster colo­cado como bio­mbo, estrate­gi­ca­mente a dividir o acesso às casas de banho gabava da qual­i­dade das francesin­has no estabelecimento.

Notou-se ime­di­ata­mente na famil­iari­dade do espaço. Ainda não estando muita gente a jan­tar, os “serviçais de mesa”, o João e o San­dro, prepar­avam uma mesa para um grupo de aniver­sário que chegaria dali a pouco.

Foi-nos colo­cada uma mesa e eu pedi de entrada um quei­jinho e, por sug­estão de San­dro e por con­fir­mação da minha esposa, uns ovin­hos de codor­niz. Emb­ora não grande apre­ci­ador de ovos, estes 4 chegaram num molho sin­gelo com coen­tros e estavam muito saborosos. O quei­jinho de cabra, semi aman­teigado, foi ime­di­ata­mente devo­rado por mim, grande apre­ci­ador de queijos.

Ped­i­mos 2 panachês, bem tira­dos com conta e medida na mis­tura, e as céle­bres francesinhas.

Eis que quando estas chegam, no seu prato quente, o molho ver­melho escuro e o ovo por cima, percebi logo que era uma bomba calórica e de sabor intenso. À primeira gar­fada, fiquei extasi­ado. Tive de pedir mais pão.

Con­vida­tivo e guarda as mel­hores francesin­has que já comi!

O sabor do molho era ine­bri­ante, lev­e­mente picante e encor­pado de sabor. A torre da francesinha começava no ovo, seguido do queijo que escor­ria como uma cas­cata e se mis­tu­rava no molho. As camadas de pão dividiam a lin­guiça, a sal­sicha fresca e o bife, em pedaços. Ambos os últi­mos, curiosa­mente, foram grel­ha­dos e rec­hea­dos de sabor. A francesinha era gigante. Acom­pan­hada por batata frita caseira, não queimada e não ensopada em óleo ou sal. Perfeita.

Devo­radas metade das francesin­has, o estô­mago acusou-nos de comer muitas entradas, face à dimen­são da francesinha, e não vale a pena ser glutão :) . Assim, sabia que iamos ter um exce­lente almoço no dia seguinte.

Antes de fechar­mos a conta, entre­tanto, foi-nos recomen­dada uma mouse caseira, com amendôa e natas. Eu, que o choco­late não me atrai muito, con­fesso que não fiquei entu­si­as­mado. A minha esposa é que adora choco­late. Então, man­damos só vir uma e eu provava um pouco. Que engano; era de chorar por mais.

Cheio por cheio, deixei-me estar. Mas da próx­ima vez, quero uma para mim.

Face ao que comemos o valor não foi nada alto. Menos de 14 euros por pes­soa por um exce­lente jantar.

Não me esqueci de agrade­cer à coz­in­heira, a D. Lucília, e fize­mos rumo, sat­is­feitos, a Lisboa.

Recomendo viva­mente a quem for ao Freeport, que fica a uns 300 met­ros da praça onde está situ­ada as Cotas da Francesinha, a ir lá exper­i­men­tar a especialidade.

É sem dúvida um exce­lente com­ple­mento para fim-de-semana: um pas­seio e um papo cheio!

Um abraço e tudo de bom,

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