Em Como evi­tar perder din­heiro com a saída do Euro, dei uma abor­dagem sobre os pos­síveis inves­ti­men­tos que pode­riam uti­lizar para evi­tar uma desval­oriza­ção do vosso património aquando a saída do Euro.

Ontem, após ter con­fer­en­ci­ado com um gestor bancário, tro­quei algu­mas impressões que me fiz­eram emen­dar um inves­ti­mento e acres­cen­tar outro, bem como as razões que iden­ti­fiquei para descar­tar este depósito em moeda estrangeira como sal­va­guarda dos vos­sos activos.

A prin­ci­pal pre­ocu­pação relaciona-se, efec­ti­va­mente, com a sal­va­guarda dos nos­sos val­ores finan­ceiros em moeda, que vão sofrer uma depre­ci­ação se e quando sair­mos do Euro.

O fisco nat­u­ral­mente con­sid­er­ará estas acções como fuga de cap­i­tais e quer­erá impedir ao máx­imo este tipo de acções e, por tal, chegá­mos à con­clusão, mais este meu con­tacto bancário do que eu, que quando essa altura chegar, o Estado poderá emi­tir a reg­u­lação necessária para tam­bém afec­tar todos os depósi­tos em Moeda Estrangeira, desde que fix­a­dos em ban­cos nacionais.

Neste momento, essa reg­u­la­men­tação não existe, mas não duvido que, em casos extremos, essa reg­u­la­men­tação poderá a vir ser cri­ada e acabar por enta­lar muita gente.

Obri­gações ou títu­los de Dívida sober­ana de países estáveis

Assim, e como não quero que os meus leitores fiquem prej­u­di­ca­dos com a dica que eu ref­er­en­ciei, pro­ponho tro­car a ante­rior dica por esta.

A van­tagem de obri­gações ou títu­los de dívida sober­ana de países mais estáveis implica que, sendo títu­los em nome da pes­soa que os pos­sui, não per­tencem ao banco e não são passíveis de serem auto­mati­ca­mente con­ver­tidos, dado ser um título.

Países como Dina­marca, Sué­cia, Noruega — até Lux­em­burgo, acei­tando o risco acrescido — são países cujo défice encontra-se rel­a­ti­va­mente estável e coberto. Curiosa­mente, ape­sar do risco rel­a­ti­va­mente baixo, pos­suem rentabil­i­dades bas­tante apetecíveis, entre os 8% e os 10% a 1 ano.

Como em tudo é necessário pre­caução. Caute­las e cal­dos de gal­inha nunca fiz­eram mal a ninguém, é um velho ditado. Por tal, informem-se e investiguem.

Não queiram ser aque­les que tran­cam a porta depois de arrom­bada.
Bons projectos.

Um abraço e tudo de bom,

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