Medir os resul­ta­dos que obte­mos é um hábito tão roti­nado, impor­tante e uti­lizado como fazer cópias de segu­rança: só se lem­bra quando o desas­tre nos atinge.

No entanto, Thomas Edi­son dizia “Muitos dos fra­cas­sos da vida são homens que não percebem o quão perto eles estavam do sucesso quando desi­s­ti­ram”. Como vamos nós saber se esta­mos ou não perto do sucesso ?

Acer­taram — temos de medir os nos­sos resul­ta­dos! E antes de mais eu apre­sento um con­junto de mais algu­mas razões para vos con­vencer disso.

Medir peri­odica­mente:

Previne atra­sos

Antes de tudo, se medirmos con­stan­te­mente os nos­sos objec­tivos, con­seguimos avaliar auto­mati­ca­mente se esta­mos den­tro das mile­stones dos objec­tivos ou não. Não há maneira de evi­tar a avali­ação dos atra­sos. Podemos pre­venir os atra­sos, fazendo um push atem­pada­mente.

Obriga a focar nos objectivos

É fácil deam­bu­lar nas ideias, porque as ideias que surgem na cabeça são mais atrac­ti­vas do que aquilo que já está no papel e a ser pro­duzido — o primeiro é per­feito, ainda não foi pen­sado, enquanto que o segundo perde o brilho logo nos primeiros obstácu­los. Se medirmos con­stan­te­mente os nos­sos objec­tivos, podemos, mais facil­mente, tirar da cabeça a decisão de mudar de ideias a meio da implementação.

Dis­para o sen­ti­mento anti-preguiça

Se até ao final do mês tiver­mos de avaliar e medir os nos­sos objec­tivos face às tare­fas que temos de realizar, não haja dúvida que temos de pro­duzir esta sem­ana do que na última sem­ana do mês. Como o pés­simo hábito de deixar tudo para o fim é sin­toma de desas­tre, a medição dis­para o sen­ti­mento que temos de realizar tra­balho que possa ser avaliado.

Pro­move consistência

Se for tomada com seriedade, a medição de resul­ta­dos per­mite com que exista tra­balho con­tínuo a ser pro­duzido segundo uma bitola definida ini­cial­mente. Ape­sar das mar­gens de erro, podemos dizer com bas­tante à von­tade que somos mais con­sis­tentes se tiver­mos de efec­tuar uma avali­ação do nosso trabalho.

Con­hecendo as peças e o jogo, é mais sim­ples tomar uma decisão.

Mel­hora a tomada de decisão

É mais sim­ples tomar decisões se dis­pormos do máx­imo de infor­mação pos­sível, ao invés de impro­vis­ar­mos no momento. A imple­men­tação de um sis­tema (ligeiro que seja!) de medição de resul­ta­dos per­mite definir os obstácu­los que são encon­tra­dos e permite-nos tomar uma decisão mais acer­tada sobre a mel­hor maneira de ultrapassá-los.

Aumenta a motivação

Medir os resul­ta­dos é medir o pro­gresso. Um desaire ou um obstáculo que pode pare­cer enorme — e que sem dúvida desmo­tiva — tem o seu efeito dimin­uído pelo his­to­r­ial de pro­gressão efec­tu­ado nos objec­tivos definidos — decor­rentes ou decorridos.

Per­mite avaliar a performance

É nor­mal não dar­mos a margem cor­recta do nosso próprio desem­penho, dado não con­tem­plar­mos a maio­ria das var­iáveis — tanto pos­i­ti­vas como neg­a­ti­vas. Assim, con­seguimos ajus­tar os val­ores de out­put do nosso tra­balho e redefinir as próx­i­mas mile­stones e objec­tivos, tanto próprios como os pro­jec­tos de clientes!

Case study

Espero que estas razões des­perte a vossa von­tade de medir resul­ta­dos. Ape­nas para um pequeno à parte, e quiçá case study: pro­curei con­cretizar 2 objec­tivos este mês de fevereiro — o de fazer um redesign do blog, man­tendo a saída de con­teúdo todos os dias. O primeiro foi con­cretizado, emb­ora ainda fal­tam alguns ajustes e, à parte 3 dias de fim de sem­ana, tam­bém con­cretizei o segundo objectivo.

Percebi que ambos tomaram muito o meu tempo e foi pre­ciso um esforço adi­cional para ter tudo em cima dos pra­zos. No entanto, abdiquei de alguns pon­tos no primeiro e no segundo objec­tivo, avaliando a minha per­for­mance, bas­tante opti­mis­tas no início.

Bons pro­jec­tos.

Um abraço e tudo de bom,

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