Uma rev­olução, que não se via desde a mas­si­fi­cação dos serviços aos con­sum­i­dores, está em mar­cha. É uma mudança económica com pro­porções sig­ni­fica­ti­vas e muito rel­e­vante para o free­lancer e o pequeno empresário.

Esta mudança não vem dos grandes negó­cios, dos gov­er­nantes, nem de um grupo do tipo G8 ou G20.

Vem dos consumidores.

Uma mudança económica

Esta mudança não vem dos grandes negó­cios, dos gov­er­nantes, nem de um grupo do tipo G8 ou G20. Vem dos consumidores.

O par­a­digma do que os con­sum­i­dores querem está a mudar. De acordo com Joseph Pine em O que os con­sum­i­dores querem, os con­sum­i­dores querem agora ver os serviços que adquirem trans­for­ma­dos em exper­iên­cias de vida forneci­dos por presta­dores con­gru­entes, isto é, autên­ti­cos ao seu modo de estar nos negó­cios. Nós con­seguimos já sen­tir estas mudanças no ar: as tais exper­iên­cias de a vida é bela e out­ros serviços semel­hantes transportam-nos para um con­junto de serviços cos­tu­miza­dos — o restau­rante que dá mas­sagens é um desses exem­p­los, em que já não se vai ao restau­rante para comer, mas sim para des­fru­tar de uma experiência.

Mudança à vista!

À medida que estas exper­iên­cias vão deixando de ser ino­vado­ras e se tornarem comuns, vamos assi­s­tir a um processo de fil­tragem — como os nichos são pequenos, só restarão, no mer­cado, os muito bons e os mel­hores, onde os primeiros com­pe­tirão con­stan­te­mente com os segun­dos pela posição. Isto é a evolução nat­ural de todos os negócios.

Vamos parar para pen­sar um momento: o que procu­ramos com estas novas exigên­cias con­sum­is­tas ? O fac­tor unifi­cador de todas as teo­rias é que esta­mos sat­u­ra­dos das banal­i­dades. Pre­cisamos delas, é um facto, mas ansi­amos por exper­iên­cias úni­cas, prov­i­den­ci­adas por pes­soas ou negó­cios únicos.

A Man­ada

O con­ceito da man­ada não é um con­ceito recente. A man­ada é onde esta­mos seguros, nos números. Sabe­mos o que vai acon­te­cer, para onde seguimos e onde isto vai dar — é o con­ceito da certeza.A grande van­tagem da man­ada é que nos sat­is­faz a neces­si­dade de segu­rança, na hier­ar­quia de Abra­ham Maslow, uma das prin­ci­pais neces­si­dades do ser humano. Em sociedade, na nossa rotina nor­mal, vive­mos em manada.

O con­ceito de Variedade

Anthony Rob­bins — Life Coach.

Tony Rob­bins, con­hecido treinador de vida (life coach) norte-americano, pen­sou na hier­ar­quia de neces­si­dades de Maslow e, com base na sua exper­iên­cia, con­cep­tu­al­i­zou a sua ver­são da hier­ar­quia de neces­si­dades, que eu con­sidero mais apro­pri­ada, dev­ido à actu­al­iza­ção da sociedade mod­erna, e que inclui o con­ceito de variedade.

A var­iedade é esta noção para­doxal de que, primeiro pre­cisamos da segu­rança, da certeza e do con­forto, mas logo a seguir, como seres com­plexos que somos, neces­si­ta­mos da incerteza, da sur­presa e da var­iedade para nos sen­tir­mos mais satisfeitos.
Muito bem, então onde é que tudo isto nos leva ?

 

A ver­dadeira mudança económica: o negó­cio único

Vamos parar para pen­sar um momento: o que procu­ramos com estas novas exigên­cias con­sum­is­tas ? O fac­tor unifi­cador de todas as teo­rias é que esta­mos sat­u­ra­dos das banal­i­dades. Pre­cisamos delas, é um facto, mas ansi­amos por exper­iên­cias úni­cas, prov­i­den­ci­adas por pes­soas ou negó­cios únicos.

Até agora fomos forneci­dos serviços, que depois foram clas­si­fi­ca­dos pela mas­si­fi­cação da qual­i­dade. O mel­hor pro­duto, com todas as nor­mas de segu­rança e de qual­i­dade pos­síveis yada yada yada. Passá­mos isso. Quer­e­mos exper­iên­cias úni­cas. De acordo ?

Ok, mas isto apre­senta um prob­lema sui generis. Ser único não agrada às mas­sas. Quase todos os por­tugue­ses gostam de comida por­tuguesa, mas será menor o número de pes­soas a gostarem de pratos de carne de comida por­tuguesa. Menor ainda o mer­cado para Tri­pas à moda do Porto: quanto mais único for, menor é o nicho de mercado.

Isto é rel­e­vante dado que as grandes empre­sas depen­dem da mas­si­fi­cação dos mer­ca­dos para poderem gerar lucros pelo grau poten­cial de con­sum­i­dores. Estes mer­ca­dos não são para as grandes empresas.

O empreende­dor nesta nova abor­dagem económica

Flo­resta de Oportunidades!

Existe agora uma “flo­resta densa” nesta nova econo­mia, cheia de novos pos­síveis tril­hos para serem ini­ci­a­dos, por gente empreende­dora e com ini­cia­tiva, que não podem ser tril­ha­dos pelas grandes empre­sas dev­ido à especi­fi­ci­dade dos nichos de mer­cado — é uma opor­tu­nidade de ouro den­tro da crise económica em que vivemos.

Existe ape­nas um senão - existe sem­pre um senão: os con­sum­i­dores estão mais aten­tos ao que é autên­tico, e só val­orizam esses negócios.

Os out­ros irão mor­rer na mediocridade.

Um abraço e tudo de bom,

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