Bases do Negócio — Como escolher o meu mercado

Haverá aí muita gente que se pergunta: sou um simples (introduzir profissão aqui!). Como é que eu posso alguma vez ser isto de Freelancer ?
A minha resposta é: se alguma vez já fez um favor ou biscate que induz utilizar técnicas da sua profissão, eu diria que está no bom caminho.
Mas o que também é verdade, se formos mais um no mercado, como podemos ter o nosso próprio espaço, sem estar constantemente preocupado com a competição ?
Algo essencial, quando um freelancer se cria — ou se auto-cria — não é pensar em que mercado ele vai agir, porque em princípio isso ele já sabe. O importante é pensar em exercer a sua actividade num segmento definido do mercado que já conhece.
Nichos de Mercado

Marque a diferença no negócio!
Por exemplo:
- O paisagista pode focar-se no nicho dos jardins de condomínio, em corporate landscaping ou paisagismo empresarial, ou jardins zen para apartamentos em zona nobre;
- O pasteleiro pode focar-se em bolos de marca para casamentos, em especialidades de pastelaria rústica, em especialidades com licores;
- O operário de construção civil tornado freelancer focar-se em construção de cabines de duche em pedra, remodelação de casas rústicas com fachadas originais, criação de esculturas habitáveis, etc.
Aqui a questão, se notarem, é que o nicho do freelancer é pequeno por uma razão particular — o Freelancer é um especialista, é o expert naquele nicho.
Isso abre-lhe enormes vantagens no sentido em que o Freelancer é o mais indicado para aquele trabalho em particular. Pode fazer outros, mas naquele, ele é mestre.
BRANDIZAR

O seu cunho no mercado que escolheu!
Isto permite ao freelancer criar a sua marca, marketizar o seu mercado como especialista, falar do seu mercado como o expert que é — em portuglês, BRANDIZAR.
É muito difícil o pasteleiro brandizar os doces conventuais, dado estes serem de domínio popular, mas é possível o pasteleiro empacotá-los de maneira diferente, distribui-los de maneira diferente, criar outros doces conventuais e tornar aquele produto, em particular, seu.
O operário de construção civil não vai inventar a calçada portuguesa, mas pode criar calçada portuguesa com jade e rubi (que rica calçada!) e assinar pelo seu trabalho, tornando-se especialista em criar calçada portuguesa com pedra preciosa ou semi-preciosa. Terá mercado ? Eu acredito que sim, embora duvide que este freelancer tenha muito com o que praticar a sua arte :/.
Conclusão

Um castelinho pa mim ?!
No entanto, o conceito aqui é o Freelancer encontrar o seu mercado, a sua arte, e expôr essa arte como sua nos vários media sociais e não sociais. Assim que encontrar algo que o torna único, pode-se afirmar como o verdadeiro e único criador de (introduzir aqui o produto inventado!) e com isso receber a mesma atenção diferenciada como de quem prefere uns ténis Nike verdadeiros ou uns ténis Nike falsos.
Por falar nisso, se alguém quiser praticar criar um produto de mercado do ramo da construção civil, tipo criar um castelo de pedra, podem contar comigo como cobaia — podem criar-me um castelinho pequenino de borla (um T10 chega!) lá pro pé de Óbidos, que eu depois dou o meu parecer e não cobro honorários, combinado ?
Bons projectos!
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Temas: Economia, Freelancing, HowTo, Inovação portuguesa, Produtividade, Projectos