Um objectivo é uma coisa fantástica, como um pacote de fósforos: ou acendemos um antes que o outro se apague, ou o seu brilho acaba por ser disperso e esquecido. Isso tem-me acontecido com uma frequência assombrosa, como acredito que tenha acontecido a tantos outros.
O mais impressionante é o facto que, ao esquecerem o vosso objectivo, mas se o escreveram em algum lado, ao recordar mais tarde, ele parece que surge com um brilho ainda maior. E da-mo-nos a pensar: como raio fui eu largando isto ?
Mais situação menos situação, uns objectivos são fogo-fátuo, outro são quase inerentes à própria pessoa, à razão de ser. E esses últimos vamos perdendo devido à forte capacidade de erosão que a rotina tem sobre nós.
Mas como conseguimos nós resistir a esta força que reduz os nossos sonhos a pó ?
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