Arquivo de Janeiro, 2012

Um objec­tivo é uma coisa fan­tás­tica, como um pacote de fós­foros: ou acen­demos um antes que o outro se apague, ou o seu brilho acaba por ser dis­perso e esque­cido. Isso tem-me acon­te­cido com uma fre­quên­cia assom­brosa, como acred­ito que tenha acon­te­cido a tan­tos out­ros.
O mais impres­sio­n­ante é o facto que, ao esque­cerem o vosso objec­tivo, mas se o escreveram em algum lado, ao recor­dar mais tarde, ele parece que surge com um brilho ainda maior. E da-mo-nos a pen­sar: como raio fui eu largando isto ?

Mais situ­ação menos situ­ação, uns objec­tivos são fogo-fátuo, outro são quase iner­entes à própria pes­soa, à razão de ser. E esses últi­mos vamos per­dendo dev­ido à forte capaci­dade de erosão que a rotina tem sobre nós.

Mas como con­seguimos nós resi­s­tir a esta força que reduz os nos­sos son­hos a pó ?

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De modo a asse­gu­rar um ritmo con­tinuo de rendi­men­tos, todo o free­lancer, para além de ele tra­bal­har nos con­tac­tos que já pos­sui, ele deve procu­rar novos con­tac­tos para novas opor­tu­nidades de tra­balho. O Free­lancer con­segue fazê-lo explo­rando o mer­cado, fazendo prospecção, ou ele con­segue tam­bém perseguindo ‘leads’ (em por­tuguês, pis­tas) dos seus actu­ais contactos.

O con­ceito é sim­ples: se os seus clientes gostam do seu tra­balho, os con­tac­tos dos seus clientes não gostarão também ?

Mas há uma maneira de abor­dar estes novos con­tac­tos, que eu vou procu­rar explicar aqui.

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Há algum tempo que tenho ten­tado con­duzir um fio de pen­sa­mento neste blog sobre como ter o seu próprio rendi­mento, fruto do seu tra­balho e da sua respon­s­abil­i­dade, sem ter um patrão. Infe­liz­mente não são todos os que procu­ram esse tipo de arti­gos. Muitos dos arti­gos que lêem aqui são mais rela­ciona­dos com a ten­ta­tiva de encon­trar uma resposta ráp­ida e fácil ao prob­lema pre­mente de falta de din­heiro. E isso não existe…

Respostas fáceis sim­ples­mente não são as mel­hores — tudo o que na vida é de valor, vem acrescido com difi­cul­dades. Mas as difi­cul­dades são bem vin­das, se nos lem­brar­mos sem­pre que todos os prob­le­mas têm den­tro val­ores para mel­ho­rar­mos como pes­soas e profissionais.

Quem evita essas difi­cul­dades, quem se imis­cui dos obstácu­los, quem respon­s­abi­liza out­ros pelos seus prob­le­mas ou con­se­quên­cias vai estar preso den­tro de uma bolha até enfrentar esse desafio, bolha essa que será tão forte quanto o tempo que pas­sar antes de enfrentar­mos o desafio.

Exis­tem razões fan­tás­ti­cas para atacar­mos o obstáculo de frente e ser­mos cora­josos. E agora, pro­curem man­ter o espírito aberto e pode ser que a vossa maneira de pen­sar nos prob­le­mas mude de uma vez por todas. Con­tin­uar a ler… »


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