Where's da money?Havia um filme, do qual não me recordo, que falava da apren­diza­gem de um filho de um judeu e este procu­rava ensi­nar o filho nas artes do negó­cio. Uma dessas artes envolvia incen­ti­var o filho a uti­lizar um pequeno cadern­inho de capa e contra-capa preta, onde este iria reg­is­tar tudo o que soubesse sobre as pes­soas com quem con­tac­tava. Este exer­cí­cio iria gravar, na sua apren­diza­gem, a lição mais impor­tante de todas.

O din­heiro não está nos serviços, não está nos pro­du­tos. O din­heiro está nas pes­soas. E as pes­soas lib­er­tam esse din­heiro con­soante os pro­du­tos e serviços que sat­is­façam as suas neces­si­dades. Este é e será sem­pre o seg­redo para se gan­har din­heiro. Onde puder apon­tar a neces­si­dade, e mostrar o pro­duto ou serviço que col­matará essa neces­si­dade, falso ou ver­dadeiro (de prefer­ên­cia ver­dadeiro ou só terá uma única transacção por pes­soa!), verá desem­bol­sado esse dinheiro.

Todos os mer­ca­dos que exis­tem no mundo derivam de neces­si­dades do ser humano, ou deriva­dos de neces­si­dades do ser humano. Dado o ser humano ser um ani­mal com­plexo e, hoje em dia, a com­plex­i­dade das neces­si­dades que são preenchíveis é tão vasta, que se perdeu em muitos casos o foco de onde esse din­heiro vem. Aliás, há muitos “nego­ciantes” que encon­traram vários mer­ca­dos que tra­bal­ham sobre essa falta de foco dos mer­ca­dos que preenchem as neces­si­dades humanas. Tam­bém preenchem as suas próprias neces­si­dades de din­heiro à custa de out­ros que tam­bém procu­ram preencher as mes­mas necessidades!Quais serão as necessidades do Vader ?

Perce­beu onde deriva a com­plex­i­dade ? Se sim, é mais inteligente que eu! E isso não é bom… para si. Porque é pre­cisa­mente aqui que muitos homens e mul­heres inteligentes fal­ham: procu­ram perce­ber a com­plex­i­dade das neces­si­dades do ser humano em vez de perce­ber as pes­soas que o rodeiam e que fazem parte do seu círculo.

O filho do judeu acabou por se tornar um homem abas­tado, seguindo as instruções do seu pai e con­ser­vando vários cadern­in­hos, muitos deles con­tendo seg­re­dos dos seus “clientes” e das notas que ger­avam dinheiro.

Será que vale a pena man­ter um cadern­inho preto ? Mal não faz. E adquirir um curso de como perce­ber as neces­si­dades humanas ? Se cal­har tam­bém não é má ideia.

Pssst, chegue aqui bem perto. Vamos ser um pouco menos int­elec­tu­ais: já pen­sou em con­hecer os seus clientes de verdade ?

Bons pro­jec­tos.

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