Melhor fato ou melhor esparguete ? Ser-se coer­ente não é uma tarefa fácil. É uma tarefa con­stante e exigi uma con­cen­tração dia­bólica (ou div­ina) . É como uma refeição de espar­guete à bolon­hesa com o nosso mel­hor fato antes de uma entre­vista impor­tante. A con­cen­tração no não sujar o fato é tão grande que nem sequer real­mente apre­ci­amos a comida, por mel­hor que ela esteja.

Assumir um com­pro­misso e dar a palavra é algo tão sim­ples que pode ser feito entre uma gar­rafa de água e um pedaço de pão quente. Quando a questão é mantê-la, e vir o prato fumegante e deli­cioso do espar­guete à bolon­hesa, é que são elas…

Nesta situ­ação há sem­pre 3 situ­ações a ponderar:

  • Respeitar o com­pro­misso sem­pre, não comendo e estando impecável a todas as entrevistas;
  • Entregar-se às delí­cias e ao sabor do ali­mento e inven­tar uma des­culpa para fal­har o compromisso;
  • Procu­rar, cuida­dosa­mente, a custo de um sacrí­fi­cio, uma alter­na­tiva, um jeito desajeitado, de não com­pro­m­e­ter ambas as partes, usando um aven­tal, tirando a camisa, etc

A minha exper­iên­cia pes­soal é que acaba tudo por des­bon­car na segunda situ­ação. Até hoje não con­heci UMA única pes­soa que a uma dada altura, num com­pro­misso comigo, não tenha procu­rado a ter­ceira hipotese ou a seu custo e sacrí­fi­cio pes­soal, tenha optado pela primeira.

É tudo uma questão de tempo e de perspectiva.sepukku_by_Room_404

Dantes, em tem­pos menos mod­er­nos, no Japão, cometiam-se atro­ci­dades políti­cas jogando com a palavra de um nobre, obrigando-o ao sac­ri­fí­cio pes­soal do SEPUKKU, deixando ou não os seus herdeiros, e uma man­cha na honra da família. Em tem­pos medievais, defendia-se a honra em due­los pes­soais proibidos, pela palavra dada ou pela mul­her amada.

Hoje em dia, a palavra tem somente o valor cor­re­spon­dente à pes­soa a quem é entregue, e isso acaba por dizer muito da con­sid­er­ação pes­soal entre relações. Basta assim­i­lar as vezes que a palavra que lhe foi dada por uma pes­soa, fal­hou o compromisso.

Não vou dis­cu­tir os porquês das situ­ações, que podem ser muitos e vari­a­dos e, de facto, há situ­ações impos­síveis. Há out­ras situ­ações improváveis e out­ras que são inim­portáveis, ou seja, não importam.

E muita gente, hoje em dia, já apren­der a não car­regar nada na con­sciên­cia. E porque o have­riam de fazer ? Não cabe na bagageira da berlingo ?! Vamos mas é passear!

Bom fim de semana!

1 comments
regiane
regiane

temos q da volor tudo o q temos para mas tarde na se arrepender!!!!!!!!!!