Vacas Gordas ? Nem pensar!Recen­te­mente vivi uma exper­iên­cia nada agradável, e menos agradável se torna quando todos os efeitos se con­jugam para nos enta­lar à parede: esperá­va­mos mais din­heiro do que efec­ti­va­mente vamos rece­ber e, do valor que vamos rece­ber, endividamo-nos no efeito de atin­gir objec­tivos e agora esta­mos entre a espada e a parede. Como sair de uma situ­ação deste género ?

Isto é recor­rente. Estas situ­ações em cima são orig­inárias de uma pre­sunção de que ire­mos rece­ber um deter­mi­nado valor e tomamos isso como garan­tido. E actu­amos no sen­tido do quanto ter­e­mos no final de um x período de tempo.

É neste pen­sa­mento que reside o perigo, e a con­se­quên­cia de mil­hares de famílias por­tugue­sas por esse país fora e que agora se vêem con­frontadas com situ­ações de insolvên­cia famil­iar. E não é porque são pes­soas bur­ras ou com falta de dis­ci­plina orça­men­tal, mas sim porque sim porque foram condi­cionadas a um tipo de gestão finan­ceira que é pouco literada.

Inde­pen­den­te­mente do pas­sado, temos agora uma situ­ação: o que fazer, agora que não vou rece­ber aquilo que estava à espera e vou ficar em dívida ?

O primeiro passo é, nat­u­ral­mente, saber a natureza da dívida. Se for um caso de fácil res­olução, certo é que não neces­si­tará de tudo isto. Se, no entanto, for um pouco mais com­pli­cado, ter­e­mos nat­u­ral­mente de pegar num papel e lápis e começar por fazer contas.

Ter­e­mos ini­cial­mente de anal­isar o nosso orça­mento ante­rior e o actual. Se não havia orça­mento, ou se estava habit­u­ado a gas­tar tudo o que tinha, faça o orça­mento ante­rior para o seu salário ante­rior, ou mesada, ou etc. Faça o seu orça­mento actual para o salário que detém a par­tir de agora. Se a difer­ença for acima dos 30%, eu diria que esta­mos per­ante um caso grave.

Vacas magríssimas!Para grandes males, grandes remé­dios. Faça uma lista das suas despe­sas. Vas­culhe as suas con­tas, os seus reci­bos, os seus talões, tudo e crie a sua lista de despe­sas men­sal. Agora que já tem a sua lista de despe­sas, classifique-as den­tro das seguintes categorias:

  1. Indis­pen­sável — As despe­sas de comida, conta da água, luz e gás, a hipoteca da casa, seguro da casa e de saúde, despe­sas de saúde em trata­mento, etc, aquilo que é fun­da­men­tal­mente indis­pen­sável à sua sobrevivência;
  2. Necessário — Poupanças, despe­sas com viat­uras pes­soais, telemóveis, tele­fone, tvcabo, doces e bolachas, ATL e creche, ginásio,etc, as despe­sas necessárias mas não são indispensáveis;
  3. Luxo — Despe­sas com hob­bies, refeições fora, roupa nova, férias, etc, tudo o que é luxo e que pode ser adi­ado ou cancelado;

Comece de baixo para cima a avaliar o que pode ser elim­i­nado, com o objec­tivo de chegar ao valor men­sal estip­u­lado pelo seu orça­mento actual.

No meu caso é ape­nas tem­porário (feliz­mente) mas é um sinal de alerta, nos tem­pos que cor­rem, que as vacas gor­das tam­bém estão a fazer exercício.

Bons pro­jec­tos!

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