Já notou que geral­mente a qual­i­dade do seu tra­balho quase sem­pre não reflecte o valor da sua rec­om­pensa ? Se fez um tra­balho razoável, geral­mente a rec­om­pensa é medíocre. Quando sente que fez real­mente um bom tra­balho, as rec­om­pen­sas cos­tu­mam ser razoáveis.
Mas se assim é, como ter rec­om­pen­sas exce­lentes, aque­las pelas quais vale real­mente a pena trabalhar ?

Cristiano RonaldoEstou um bocado sat­u­rado de ouvir falar de Cris­tiano Ronaldo, mas con­corda comigo que as rec­om­pen­sas que ele recebe pelo seu tra­balho são fan­tás­ti­cas certo ? Fan­tás­ti­cas. Mas já notou que ele é único ? Ser o mel­hor do mundo não é pra todos, e ser o mel­hor do mundo aprovado unan­i­ma­mente por todo o uni­verso da sua profis­são, e não ape­nas por uma parte é ainda mais incrível. Não admira que as suas rec­om­pen­sas sejam fan­tás­ti­cas. E as rec­om­pen­sas, por exem­plo, do Pres­i­dente dos Esta­dos Unidos ? São fan­tás­ti­cas, con­sidero eu. Mas o seu tra­balho tam­bém não é único, ser o líder de uma super potên­cia mundial ?

Podemos então con­cluir que as rec­om­pen­sas estão sem­pre um passo abaixo do tra­balho ? Se somos úni­cos, as rec­om­pen­sas são fan­tás­ti­cas. Se for­mos fan­tás­ti­cos, as rec­om­pen­sas são exce­lentes. Se for­mos exce­lentes, as rec­om­pen­sas são boas. Se for­mos bons, as rec­om­pen­sas são razoáveis. E se for­mos razoáveis, as rec­om­pen­sas são medíocres.

Vale a pena ten­tar ser o mel­hor ? Vale a pena ten­tar ser único ? E perguntam-me: e as dicas ?

Aqui vão:

Dica nº1: Seja único

Emb­ora con­siga reti­rar lições e elações de vários exem­p­los pos­síveis, a mel­hor dica que podemos ter é a de ser­mos nós próprios. Não con­seguimos ser úni­cos se seguimos alguém, tam­bém humano (podemos seguir uma enti­dade ou uma divin­dade e manter-mo-nos úni­cos).
O facto de ser­mos nós próprios dá-nos con­fi­ança, auto-estima, prazer e feli­ci­dade. Tam­bém dá-nos a tran­quil­i­dade de ser­mos aceites como somos. Só isso liberta-nos de uma pressão imensa da sociedade. E mel­hor que tudo é que para o ser­mos assim e ser­mos aceites como tal, não depende de ninguém a não ser nós mes­mos. Um exem­plo prático é a sua maneira de vestir, a sua maneira de dançar, o jeito com que conta as suas histórias, tudo isso são maneiris­mos. Sinta-se à von­tade de ser quem é.

Dica nº2: Se seguir a maio­ria, será como a maioria

Ninguém é espe­cial por seguir a “man­ada” como se cos­tuma dizer. Esta dica é um reforço da primeira e que vale bem a pena ser reforçada. São tan­tas as pressões da sociedade para inte­grar­mos a “nor­mal­i­dade” da mar­alha que pouco ou mal nos apercebe­mos se a maio­ria é sem­pre medíocre, força-nos tam­bém a ser medíocres. Para ser­mos excep­cionais, temos de fugir o mais pos­sível à norma. Quanto mais no extremo tiver­mos, menos “nor­mal” ser­e­mos, o que nos dá grandes pos­si­bil­i­dades de ser­mos mal-falados (atenção que não é a mesma coisa que mal-fadados!), mas tam­bém aumenta as nos­sas pos­si­bil­i­dades de ser­mos excep­cionais.
Onde tiver extrav­agân­cia pode estar o seg­redo de um grande sucesso. Pense nisto!

Dica nº3: Faça o que o coração lhe pede

É tão difí­cil ser irrev­er­ente quanto mais entran­hados esta­mos numa estru­tura social. Famílias tradi­cionais, con­ser­vado­ras e cír­cu­los enormes de ami­gos e con­heci­dos e roti­nas pré-estabelecidas fun­cionam para si o mesmo que os car­ris fun­cionam para o com­boio — entregam-no a um des­tino sem desvios. Por vezes sen­ti­mos aquele sen­ti­mento que algo não está certo e que assim não somos felizes.
Analise se não estará con­fi­nado a um emprego que não gosta, a um meio que não lhe agrada, a uma relação que não a sinta. Mesmo em épocas de crise, há muitas pes­soas que pas­sam pelo infortúnio do desem­prego para se deparem que, ao arregas­sarem as man­gas, con­seguem criar uma car­reira viável, mais lucra­tiva e mais satisfatória.

Dica nº4: Não coloque limites

É muito sim­ples colo­car um lim­ite. Basta ver um prob­lema com­plexo na sua forma com­pleta para nos assus­tar­mos e impos­si­bil­i­tar a nossa mente de resolver a questão ou obstáculo, ao invés de parar um pouco para anal­isar a questão e dar tempo à sua mente de destrin­car o prob­lema e pesquisar uma solução. A com­plex­i­dade dos prob­le­mas que resolve dita a sua excelên­cia. Quanto mais com­plexo o prob­lema que resolve, mais único se torna aos olhos de quem neces­sita da res­olução do prob­lema.
A con­quista de prob­le­mas com­plexos tam­bém tem um efeito secundário: aumen­tam a sua con­fi­ança e auto-estima, dando-lhe um sem número de “troféus na parede” que pode sem­pre revis­i­tar per­ante um novo e com­plexo desafio, para se men­talizar que o pode ultrapassar.

Dica nº5: Aja sem­pre na direcção dos problemas

Nos filmes de acção, o herói sem­pre cam­inha no sen­tido do perigo, enquanto que os out­ros fogem dele. No final, todas as rec­om­pen­sas recaiem sobre o herói.

Se quer ser único, ser o herói, cam­inhe sem­pre no sen­tido das difi­cul­dades e habitue-se a elas. Vista o papel e reverta-se de respon­s­abil­i­dades.  Faça os impos­síveis para cumprir! Com as respon­s­abil­i­dades, vêm as rec­om­pen­sas.
Quando exi­s­tir perigo e difi­cul­dades, é con­sigo que as pes­soas virão ter para as resolver, o que o torna impor­tante, único e valioso.
Esta prática de cam­in­har no sen­tido de resolver situ­ações prob­lemáti­cas lhe dará uma pos­tura incrível e um carisma que não se con­segue de outra maneira. Isso, para além de ser extrema­mente com­pen­sador a nível social, colo­cará, no seu cam­inho, as mel­hores pes­soas e os mel­hores benefícios.

Espero que estas 5 dicas façam sen­tido. Quanto mel­hor as seguir, mais rap­i­da­mente será val­i­dado como uma pes­soa única e lhe trará grandes recompensas.

Um abraço e tudo de bom,

1 comments
Nelson
Nelson

Lá nisso tens razão. As recompensas não são as merecidas estão sempre um pouco abaixo disso.