MedoSe há algo que mais impede o ser humano de se auto-melhorar, é o medo. Medo de se magoar, medo de sair enver­gonhado, medo de ser rejeitado, etc.

O ser humano tem um instinto de sobre­vivên­cia extrema­mente apu­rado e a nossa evolução, para além de espé­cie, implica evolução como indi­ví­duo, mas sem­pre que nasce um de nós, tem de apren­der tudo do zero.

Todos nós, então, pas­samos pelos mes­mos medos, bil­iões de vezes sem conta. Se soubesse como aproveitar este medo, acha que con­seguiria evoluir mais, como indivíduo ?

O medo e o receio derivam de uma sim­ples e básica noção: descon­hec­i­mento da con­tin­u­ação de algo. Do medo sur­gi­ram várias e difer­entes abor­da­gens, como a religião, que equa­ciona o descon­hecido sobre a forma espir­i­tual, o retraí­mento, a ver­gonha social, etc…

No entanto, há situ­ações que dese­jari­amos não ter tanto medo. Dessa con­quista, todos já detec­ta­mos, surgem grandes avanços. Do evi­tar surge várias con­se­quên­cias graves — falta de con­fi­ança, inca­paci­dade de evoluir na linha onde esse medo se coloca como bar­reira, etc.

Como, então suplan­tar esse medo ? A resposta a todos os medos é um plano sim­ples: iden­ti­fi­cação, plan­i­fi­cação e prática.

Iden­ti­fi­cação

Exis­tem casos e situ­ações em que somos preenchi­dos por sen­ti­men­tos de ansiedade, algu­mas vezes aguda, que, em relação a um assunto ou prob­lema em par­tic­u­lar, nos afecta inten­sa­mente. É necessário iden­ti­ficar bem qual o medo que nos assola.

Depen­dendo de cada um, o medo pode causar um surto de adren­a­lina ou par­al­isar com­ple­ta­mente. A reacção que a nossa psiqué toma em relação a esse medo é direc­ta­mente pro­por­cional à nossa capaci­dade de auto-disciplina e tam­bém à nossa própria auto-estima e auto-confiança: quanto mais auto-confiante somos, mais difí­cil é de um qual­quer medo nos deixar incapacitado.

Iden­ti­ficar e racionalizar o medo evita que este se trans­forme em algo assus­ta­dor. Quantificá-lo e encon­trar exem­p­los de quem já o ultra­pas­sou é reduzi-lo à sua trans­posição pos­sível da nossa parte. Encon­trar os méto­dos de quem já o ultra­pas­sou é o passo essen­cial para transformá-lo num objec­tivo exequível.

Assim, a iden­ti­fi­cação do medo passa por 3 fases:

  • Iden­ti­ficar e racionalizar o medo — temos de encon­trar o que é que esse medo diz respeito pelo que é e não transformá-lo em algo assus­ta­dor e impos­sível de transpôr;
  • Reduzi-lo à trans­posição pos­sível — encon­trar vários exem­p­los de quem já o ultrapassou;
  • Transformá-lo em objec­tivo - encon­trar os méto­dos daque­les que já o ultrapassaram;

Plan­i­fi­cação

Depois da cor­recta iden­ti­fi­cação do medo, ter­e­mos de o ultra­pas­sar para deixar de ser um medo e pas­sar a ser sim­ples­mente algo que ter­e­mos de resolver. Se é algo que surge con­stan­te­mente, enfrentar e ultra­pas­sar este medo não só nos per­mite avançar na linha de acção que era blo­queado por este medo, como tam­bém nos dá munição como histórias de sucesso para ala­van­car e reforçar a mente, e con­se­quente­mente a auto-confiança, e per­mite “dis­parar” doses destru­ido­ras de medo que serão fun­da­men­tais para os desafios seguintes.

A plan­i­fi­cação é o passo essen­cial para colo­car­mos o medo numa outra cat­e­go­ria: a de objec­tivo à vista. Assim, depois de saber que é pos­sível con­quis­tar este medo e ter acti­va­mente procu­rado as for­mas e os méto­dos que podem ser uti­liza­dos, já esta­mos a uti­lizar o nosso cére­bro para provo­car uma mudança de men­tal­i­dades em relação a esta bar­reira psicológica.

Tendo encon­trado o método, ou méto­dos, vamos plan­i­ficar a nossa con­quista: como o ire­mos fazer, quais os exer­cí­cios e práti­cas e quais os resul­ta­dos que pre­tendemos obter faseadamente.

Dêem-se ao luxo de definir pas­sos mín­i­mos e resul­ta­dos mín­i­mos aceitáveis na pro­gressão da vossa conquista.

Prática

Depois de ter­mos tudo plan­i­fi­cado e pro­gra­mado, temos de exe­cu­tar os pas­sos do método e deixar que os pequenos suces­sos se trans­formem na ala­vanca que irão per­mi­tir vencer o objecto do medo. Estes suces­sos irão pro­gra­mar a nossa mente, ou seja, a capaci­dade de falar­mos a nós mes­mos da maneira mais pos­i­tiva. Um exem­plo prático trata-se sim­ples­mente de algum medo que nos assolou e que, quando o ultra­pas­samos e colo­camos em prática uma acção que surgiu da con­quista desse medo, pen­sar­mos pra nós próprios: “vês? não foi assim tão difí­cil!”. A repetição dessa acção irá reduzir o medo a algo insignif­i­cante, desde que os resul­ta­dos não coin­ci­dam com a con­cretiza­ção do resul­tado do medo.

Assim, a nossa preparação e prática irão per­mi­tir pro­gra­mar a nossa mente para reduzir esse medo até que este­jamos con­fi­antes, que nos sen­ti­mos prepara­dos e que ire­mos ultrapassá-lo. Nessa altura, o medo inca­pa­bi­lizante transformar-se-à num surto de adren­a­lina que diminuirá com o con­sec­u­tivo sucesso na exe­cução da tarefa.

Truques da mente

Tudo isto é muito bonito quando temos tempo para nos preparar. Quando nos colo­camos um desafio enorme (para nós) é nat­ural que surja o medo de não con­seguirmos, e depen­dendo do desafio e do quão impor­tante isso é para nós, maior o medo e a inca­paci­dade que ele transmite.

E em relação aos medos que surgem sem sequer ter­mos tempo de nos preparar­mos, como os poder­e­mos ultrapassar ?

Bem aí há que rap­i­da­mente encon­trar uma solução para não nos deixar­mos par­al­isar, e há alguns truques:

O que faria o teu pai/irmão/primo/amigo/[insere aqui pes­soa de carne e osso relevante]

À falta de êxi­tos próprios, o mel­hor que con­seguimos fazer é emu­lar uma pes­soa que con­hece­mos e que, nesta situ­ação em par­tic­u­lar, é uma pes­soa que facil­mente ultra­pas­saria o prob­lema. O que faria ele ? É uma maneira ráp­ida de nos colo­car­mos em acção.

Com­para­ção com medos de grandeza sim­i­lar ou superior

Já ultra­pas­sou algum medo maior do que este ? Então pode uti­lizar isso como arma de arremesso à sua mente: “se já fiz [inserir aqui con­quista prévia], esta situ­ação é mais fácil!”

Evitar o medo é o terror da vida!Evi­tar os medos

Evi­tar o medo é a maneira mais ráp­ida de lim­i­tar­mos a nossa evolução. Por onde não tril­hamos é a maneira mais segura de não con­quis­tar­mos ter­reno naquela área em con­creto. Se é algo que não o aflige, é per­feita­mente fazível igno­rar áreas toda uma vida, mas assim como os êxi­tos são uma exce­lente munição para a con­quista de medos sim­i­lares ou até difer­entes e uma grande forma de acu­mu­lar auto-estima, evi­tar os seus medos é a maneira mais ráp­ida de acu­mu­lar inse­gu­ranças e fraque­zas e se guardar muitos desses medos, e é certo que virão a ser prej­u­di­ci­ais quando pre­cisar de pro­gra­mar a sua mente de maneira pos­i­tiva.
Por outro lado, se um medo surge con­stan­te­mente, é um alerta muito impor­tante de que terá de resolver essa situ­ação rap­i­da­mente. Entre o sur­gir desses medos é tempo em que não está a evoluir.

 

Um abraço e tudo de bom,

4 comments
bolado
bolado

valeuu entendiii

Carlos
Carlos

Gostei muito do assunto abordado nesse bloq.O texto é excelente, o que demonstra um bom conhecimanto do assunto. Parabéns Carlos

Ricardo
Ricardo

Viva Carlos, Obrigado pelo comentário. Espero que a informação ajude, não só a perceber, mas que utilizando-a, consiga eliminar os medos que impedem a sua evolução pessoal. Um abraço Ricardo

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  1. […] Ricardo do blog freelancerdinheiro.com fala do medo e da bar­reira nat­ural da evolução. Todos temos de evoluir no nosso tra­balho para mostrar cada vez mais […]