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  • O medo e a barreira natural da evolução pessoal

    Publicado em 17 de Junho de 2009 Ricardo 8 comentários

    MedoSe há algo que mais impede o ser humano de se auto-melhorar, é o medo. Medo de se magoar, medo de sair envergonhado, medo de ser rejeitado, etc.

    O ser humano tem um instinto de sobrevivência extremamente apurado e a nossa evolução, para além de espécie, implica evolução como indivíduo, mas sempre que nasce um de nós, tem de aprender tudo do zero.

    Todos nós, então, passamos pelos mesmos medos, biliões de vezes sem conta. Se soubesse como aproveitar este medo, acha que conseguiria evoluir mais, como indivíduo ?

    O medo e o receio derivam de uma simples e básica noção: desconhecimento da continuação de algo. Do medo surgiram várias e diferentes abordagens, como a religião, que equaciona o desconhecido sobre a forma espiritual, o retraímento, a vergonha social, etc…

    No entanto, há situações que desejariamos não ter tanto medo. Dessa conquista, todos já detectamos, surgem grandes avanços. Do evitar surge várias consequências graves – falta de confiança, incapacidade de evoluir na linha onde esse medo se coloca como barreira, etc.

    Como, então suplantar esse medo ? A resposta a todos os medos é um plano simples: identificação, planificação e prática.

    Identificação

    Existem casos e situações em que somos preenchidos por sentimentos de ansiedade, algumas vezes aguda, que, em relação a um assunto ou problema em particular, nos afecta intensamente. É necessário identificar bem qual o medo que nos assola.

    Dependendo de cada um, o medo pode causar um surto de adrenalina ou paralisar completamente. A reacção que a nossa psiqué toma em relação a esse medo é directamente proporcional à nossa capacidade de auto-disciplina e também à nossa própria auto-estima e auto-confiança: quanto mais auto-confiante somos, mais difícil é de um qualquer medo nos deixar incapacitado.

    Identificar e racionalizar o medo evita que este se transforme em algo assustador. Quantificá-lo e encontrar exemplos de quem já o ultrapassou é reduzi-lo à sua transposição possível da nossa parte. Encontrar os métodos de quem já o ultrapassou é o passo essencial para transformá-lo num objectivo exequível.

    Assim, a identificação do medo passa por 3 fases:

    • Identificar e racionalizar o medo – temos de encontrar o que é que esse medo diz respeito pelo que é e não transformá-lo em algo assustador e impossível de transpôr;
    • Reduzi-lo à transposição possível – encontrar vários exemplos de quem já o ultrapassou;
    • Transformá-lo em objectivo – encontrar os métodos daqueles que já o ultrapassaram;

    Falar publicamente.Planificação

    Depois da correcta identificação do medo, teremos de o ultrapassar para deixar de ser um medo e passar a ser simplesmente algo que teremos de resolver. Se é algo que surge constantemente, enfrentar e ultrapassar este medo não só nos permite avançar na linha de acção que era bloqueado por este medo, como também nos dá munição como histórias de sucesso para alavancar e reforçar a mente, e consequentemente a auto-confiança, e permite “disparar” doses destruidoras de medo que serão fundamentais para os desafios seguintes.

    A planificação é o passo essencial para colocar-mos o medo numa outra categoria: a de objectivo à vista. Assim, depois de saber que é possível conquistar este medo e ter activamente procurado as formas e os métodos que podem ser utilizados, já estamos a utilizar o nosso cérebro para provocar uma mudança de mentalidades em relação a esta barreira psicológica.

    Tendo encontrado o método, ou métodos, vamos planificar a nossa conquista: como o iremos fazer, quais os exercícios e práticas e quais os resultados que pretendemos obter faseadamente.

    Dêem-se ao luxo de definir passos mínimos e resultados mínimos aceitáveis na progressão da vossa conquista.

    Prática

    Depois de termos tudo planificado e programado, temos de executar os passos do método e deixar que os pequenos sucessos se transformem na alavanca que irão permitir vencer o objecto do medo. Estes sucessos irão programar a nossa mente, ou seja, a capacidade de falarmos a nós mesmos da maneira mais positiva. Um exemplo prático trata-se simplesmente de algum medo que nos assolou e que, quando o ultrapassamos e colocamos em prática uma acção que surgiu da conquista desse medo, pensarmos pra nós próprios: “vês? não foi assim tão difícil!”. A repetição dessa acção irá reduzir o medo a algo insignificante, desde que os resultados não coincidam com a concretização do resultado do medo.

    Assim, a nossa preparação e prática irão permitir programar a nossa mente para reduzir esse medo até que estejamos confiantes, que nos sentimos preparados e que iremos ultrapassá-lo. Nessa altura, o medo incapabilizante transformar-se-à num surto de adrenalina que diminuirá com o consecutivo sucesso na execução da tarefa.

    Truques da mente

    Tudo isto é muito bonito quando temos tempo para nos preparar. Quando nos colocamos um desafio enorme (para nós) é natural que surja o medo de não conseguirmos, e dependendo do desafio e do quão importante isso é para nós, maior o medo e a incapacidade que ele transmite.

    E em relação aos medos que surgem sem sequer termos tempo de nos prepararmos, como os poderemos ultrapassar ?

    Bem aí há que rapidamente encontrar uma solução para não nos deixarmos paralisar, e há alguns truques:

    O que faria o teu pai/irmão/primo/amigo/[insere aqui pessoa de carne e osso relevante]

    À falta de êxitos próprios, o melhor que conseguimos fazer é emular uma pessoa que conhecemos e que, nesta situação em particular, é uma pessoa que facilmente ultrapassaria o problema. O que faria ele ? É uma maneira rápida de nos colocarmos em acção.

    Comparação com medos de grandeza similar ou superior

    Já ultrapassou algum medo maior do que este ? Então pode utilizar isso como arma de arremesso à sua mente: “se já fiz [inserir aqui conquista prévia], esta situação é mais fácil!”

    Evitar o medo é o terror da vida!Evitar os medos

    Evitar o medo é a maneira mais rápida de limitarmos a nossa evolução. Por onde não trilhamos é a maneira mais segura de não conquistarmos terreno naquela área em concreto. Se é algo que não o aflige, é perfeitamente fazível ignorar áreas toda uma vida, mas assim como os êxitos são uma excelente munição para a conquista de medos similares ou até diferentes e uma grande forma de acumular auto-estima, evitar os seus medos é a maneira mais rápida de acumular inseguranças e fraquezas e se guardar muitos desses medos, e é certo que virão a ser prejudiciais quando precisar de programar a sua mente de maneira positiva.
    Por outro lado, se um medo surge constantemente, é um alerta muito importante de que terá de resolver essa situação rapidamente. Entre o surgir desses medos é tempo em que não está a evoluir.

     

    7 responses to “O medo e a barreira natural da evolução pessoal” Ícone RSS

    • otimo valeu

    • Gostei muito do assunto abordado nesse bloq.O texto é excelente, o que demonstra um bom conhecimanto do assunto. Parabéns
      Carlos

    • Viva Carlos,

      Obrigado pelo comentário. Espero que a informação ajude, não só a perceber, mas que utilizando-a, consiga eliminar os medos que impedem a sua evolução pessoal.

      Um abraço
      Ricardo

    • valeuu entendiii

    • Olá Ricardo,

      como sabes vivo em Coimbra, desde muito cedo nunca andei de comboio e autocarro sozinho. Tinha medo e a minha mãe nunca me deixou andar sozinho nesses transportes por causa do meu país de origem.

      Mas isto é uma historia veridica e aconteceu-me ontem,
      recebi uma chamada para uma entrevista de emprego em Lisboa, não tenho carta nem carro, então fui de transporte publicos. Estava com muito medo, (mas mesmo muito medo) entrei duas vezes em panico. Apenas me concentrei nas minhas qualidades como exelente programador que sou.

      (Tive que apanhar 1 autocarro,1 metro e 1 comboio só para chegar ao sitiu)

      Quando chegei a entrevista todos ficaram :O de boca aberta com a minha capacidade e a minha boa vontade de praticar e programar ainda mais algo. O que aconteceu com isto tudo ? É que a minha mente começou a praticar num loop infinito a minha autoconfiança no trabalho. Então quando tive que falar , a minha capacidade técnica explodiu!!!! E até me oferecem um ordenado bastante avultado para aquilo que estou habituado a receber.

      Mas chegei a Coimbra e disse a minha namorada que mais nunca ia para Lisboa sozinho para uma entrevista de emprego. E recusei…

      (Sou maluco, um pouco sim).

      Os melhores cumprimentos,
      Jonathan Fontes

    • Viva Jonathan,

      Muito obrigado pelo teu comentário. Contar essa experiência de vida é, de facto, ouro.

      Essa experiência serve para aumentar a tua auto-estima e não só. Acredito que também é complicado mudar o estilo de vida e explorar a vida numa cidade como Lisboa. Eu por mim posso-te dizer que estou quase a dizer adeus a ela.
      Vou mudar para Óbidos.

      Oh vida boa….

      Um abraço
      Ricardo Rocha

    • Olá Ricardo,

      Mete-me medo a cidade de Lisboa, é muito grande, movimentada e cheia de pessoas.

      Mas apesar do panico não me perdi.
      Para quem lê não acredita que recusei um bom emprego e quando digo um bom emprego digo mesmo um bom emprego. A minha “onda” é outra como Web development!.

      Gosto muito de trabalhar como teletrabalho ou freelancer.


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