Jun 7, 2009

Pensando em Portugal

Parece uma frase de cam­panha de um desses tradi­cionais out­doors uti­liza­dos pela política do Estado Moderno.

A ver­dade é que nós cheg­amos à beira de umas eleições e não nos con­seguimos rever na tra­pal­hada de gente que faz disto vida. Que falam mal dos seus rivais de manhã, e depois vão almoçar com eles. Que pro­ferem advér­bios e sen­ti­men­tos de ide­olo­gia política de uma cor e depois por por­tas trav­es­sas, comen­tam e rego­jizam sobre ideias da ide­olo­gia adversa que tam­bém advogam. Que se espez­in­ham e se comem uns aos out­ros por um lugarz­inho em qual­quer lista, um tacho onde pos­sam ben­e­fi­ciar e ser proveito de bení­fi­cios, onde con­sigam os belos aparta­men­tos na cober­tura, os car­ros novos, as entradas ime­di­atas em qual­quer bôite escura com a com­pan­hia a condizer.

Esta gente era man­dar tudo para um con­tentor e ala para alto mar. Cá não estão a fazer nada!

Eu, neste momento, estou a pen­sar em Por­tu­gal e gostava que tan­tos out­ros pen­sassem como eu, de uma maneira apaixon­ada e impes­soal. Eu não sei quanto a vocês, mas adoro este meu pequeno espaço na Europa Oci­den­tal. Adoro que tenha sido plan­tado à beira mar, e que ten­hamos mais de costa marí­tima que fron­teira ter­restre. Adoro a nossa gas­trono­mia, as nos­sas tradições e a nossa gente. E adoro tudo isto sem olhar para o meu bolso, onde é que eu con­sigo lucrar com isto.

Há pouco tempo escrevi um artigo com­ple­ta­mente ress­abi­ado com todas estas tra­pal­hadas e escan­dâ­los e inefi­ciên­cias do nosso sis­tema judi­cial que deve estar preso e gril­hado a escân­da­los de tal maneira que não se con­siga despren­der e rep­re­sen­tar dig­na­mente a nossa sociedade. Escrevi um artigo sobre cor­agem. E desde então não tenho parado de pen­sar em Portugal.

Todos os 5 par­tidos com audiên­cia na Tele­visão e nos media - PS, PSD, CDS, PCP e BE — não valem, para mim, o som que entra no meu ouvido. Fazem parte de tudo o que é podre, velho e des­gas­tado. Estão vici­a­dos, estão cor­ruí­dos e, na gíria, estão “bichados”.

Temos de ter nova gente, com novas ati­tudes, com novos hábitos. E é com este espírito que procurei.

Encon­trei uma entre­vista na rádio primeiro, depois de uns car­tazes que andam colo­ca­dos em Lis­boa. Seguido à entre­vista, encon­trei um man­i­festo e depois encon­trei um site. Muito ou pouco con­heci­dos, encontrei-me  na sua declar­ação de intenções e revi-me, pela primeira vez, total­mente na sua política.

Não é a primeira vez que penso que deve­mos ter uma ati­tude política como cidadãos porque acho que Por­tu­gal tam­bém é meu, dado ser o meu país. Assim, e se nada mudar entre­tanto, o MMS — Movi­mento Mérito e Sociedade terá o meu voto. Não porque alguém me disse que assim seria. Não porque recebi umas t-shirts e uns sacos de com­pras, ou uns pan­fle­tos, ou uns bil­hetes à socapa para um qual­quer con­certo de rock.

E porque parei para pen­sar em Por­tu­gal, encon­trei esta gente que pensa como eu.

Inde­pen­den­te­mente da sua decisão, pare para pen­sar em Por­tu­gal, veja as declar­ações de intenções e, prin­ci­pal­mente, as ati­tudes dos seus rep­re­sen­tantes ou des­ti­natários dos eleitos ao seu voto.

E pergunte-se, se estas pes­soas a quem vai ceder o seu voto têm visão, com­petên­cia e são dig­nas de rep­re­sen­tar o seu país, ao invés de sat­is­fazer um qual­quer favor ou agenda par­tidária. Se assim for vote com consciência.

Há muitas out­ras opções por aí, creio eu. Não podemos é deixar de pen­sar em Portugal.

Um abraço e tudo de bom,

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