Pensando em Portugal
Parece uma frase de campanha de um desses tradicionais outdoors utilizados pela política do Estado Moderno.
A verdade é que nós chegamos à beira de umas eleições e não nos conseguimos rever na trapalhada de gente que faz disto vida. Que falam mal dos seus rivais de manhã, e depois vão almoçar com eles. Que proferem advérbios e sentimentos de ideologia política de uma cor e depois por portas travessas, comentam e regojizam sobre ideias da ideologia adversa que também advogam. Que se espezinham e se comem uns aos outros por um lugarzinho em qualquer lista, um tacho onde possam beneficiar e ser proveito de beníficios, onde consigam os belos apartamentos na cobertura, os carros novos, as entradas imediatas em qualquer bôite escura com a companhia a condizer.
Esta gente era mandar tudo para um contentor e ala para alto mar. Cá não estão a fazer nada!
Eu, neste momento, estou a pensar em Portugal e gostava que tantos outros pensassem como eu, de uma maneira apaixonada e impessoal. Eu não sei quanto a vocês, mas adoro este meu pequeno espaço na Europa Ocidental. Adoro que tenha sido plantado à beira mar, e que tenhamos mais de costa marítima que fronteira terrestre. Adoro a nossa gastronomia, as nossas tradições e a nossa gente. E adoro tudo isto sem olhar para o meu bolso, onde é que eu consigo lucrar com isto.
Há pouco tempo escrevi um artigo completamente ressabiado com todas estas trapalhadas e escandâlos e ineficiências do nosso sistema judicial que deve estar preso e grilhado a escândalos de tal maneira que não se consiga desprender e representar dignamente a nossa sociedade. Escrevi um artigo sobre coragem. E desde então não tenho parado de pensar em Portugal.
Todos os 5 partidos com audiência na Televisão e nos media - PS, PSD, CDS, PCP e BE — não valem, para mim, o som que entra no meu ouvido. Fazem parte de tudo o que é podre, velho e desgastado. Estão viciados, estão corruídos e, na gíria, estão “bichados”.
Temos de ter nova gente, com novas atitudes, com novos hábitos. E é com este espírito que procurei.
Encontrei uma entrevista na rádio primeiro, depois de uns cartazes que andam colocados em Lisboa. Seguido à entrevista, encontrei um manifesto e depois encontrei um site. Muito ou pouco conhecidos, encontrei-me na sua declaração de intenções e revi-me, pela primeira vez, totalmente na sua política.
Não é a primeira vez que penso que devemos ter uma atitude política como cidadãos porque acho que Portugal também é meu, dado ser o meu país. Assim, e se nada mudar entretanto, o MMS — Movimento Mérito e Sociedade terá o meu voto. Não porque alguém me disse que assim seria. Não porque recebi umas t-shirts e uns sacos de compras, ou uns panfletos, ou uns bilhetes à socapa para um qualquer concerto de rock.
E porque parei para pensar em Portugal, encontrei esta gente que pensa como eu.
Independentemente da sua decisão, pare para pensar em Portugal, veja as declarações de intenções e, principalmente, as atitudes dos seus representantes ou destinatários dos eleitos ao seu voto.
E pergunte-se, se estas pessoas a quem vai ceder o seu voto têm visão, competência e são dignas de representar o seu país, ao invés de satisfazer um qualquer favor ou agenda partidária. Se assim for vote com consciência.
Há muitas outras opções por aí, creio eu. Não podemos é deixar de pensar em Portugal.
E você ? Qual a sua opinião ?
Este artigo trouxe-lhe algo à memória ? Tem alguma dica ou informação para partilhar comigo ? Acha alguma informação incorrecta e deseja rectificar ? Quer deixar a sua impressão, a sua própria opinião ? Comente! Participe!
Eu agradeço :).
Um abraço e tudo de bom,
Temas: Geral