Dúvidas de principianteÀ medida que a crise con­some empre­gos e mais e mais gente se vê sem grandes soluções, a pos­si­bil­i­dade de ofer­e­cer serviços como free­lancer torna-se uma alter­na­tiva inter­es­sante para além do sub­sí­dio de desemprego.

É nat­ural que muitos ten­ham dúvi­das sobre como abor­dar esta nova car­reira. Assim aqui ficam umas péro­las de sabedo­ria para poderem analisar.

1. Con­struir um fundo de emergên­cia. Não só vos deixa mais des­cansa­dos, mas per­mite dar largas à cre­ativi­dade. Outro lado impor­tante é o estado de espírito per­ante o cliente, que já não vai pare­cer deses­per­ado. Falando por mim próprio em exper­iên­cias pas­sadas, entre os bol­sos rotos e ligeira­mente con­fortável, a última situ­ação é mel­hor. Numa ou noutra situ­ação mais neces­si­tado, acabei por aceitar tra­bal­hos mais com­plexos por menos hon­orários, só pra con­seguir obter aquele tra­balho em par­tic­u­lar. Noutra posição, con­seguiria defender os meus preços e pedir o justo valor pelo trabalho.

2. Definir um valor de tra­balho apro­pri­ado. Na ver­dade, defina mais do que um valor, depen­dendo dos serviços que ofer­e­cer.  Não se res­igna a um valor mais baixo, só porque é um free­lancer novo. Quando definir essa tar­ifa, tanto horário, avença ou pro­jecto, faça-o a par­tir dos seguintes fac­tores: as suas despesas,o lucro dese­jado, as suas capaci­dades e exper­iên­cia, o seu cliente, a procura do mer­cado e out­ras rel­e­vantes à sua área.

3. Aproveite a Net ao máx­imo. A maio­ria dos free­lancers hoje em dia são “tra­bal­hadores online”, mas ainda não tomaram conta da van­tagem de tudo o que se pode fazer online. Um dos bene­fí­cios de ter um negó­cio online é poder potencia-lo com um blog, uti­lizar fóruns e sites soci­ais para poten­ciar a sua pro­moção, desen­volver pequenos tra­bal­hos e arti­gos para colocá-los online e criar uma rep­utação, etc. Existe um sem número de soft­ware livre para todo o tipo de oper­ações, gestão finan­ceira, fac­turação, gestão de clientes, agenda etc.

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4. Escolha o ambi­ente de tra­balho ideal. Que pode não ser o ambi­ente de casa, ou alu­gar um escritório que é dis­pendioso. Exis­tem inúmeras opções, como cafés com wire­less, ou cen­tros com­er­ci­ais, entre out­ros que vão surgindo em várias cidades.  Bib­liote­cas tam­bém podem ser um bom local de tra­balho. É impor­tante que escolha um local que não o dis­traia para poder poten­ciar as suas horas de trabalho.

5. Faça lig­ações pes­soais com fre­quên­cia. Refer­ên­cias pes­soais são o pão do tra­balho de free­lance — mais ainda quando se está a ini­ciar e a desen­volver uma rep­utação. Exis­tem inúmeros recur­sos para este tipo de pro­moção, tanto online como offline. Para além de uti­lizar os seus próprios ami­gos, família e con­heci­dos, uti­lize os seus con­tac­tos nos sites soci­ais como o LinkedIn, Hi5 e Facebook.

6. Meça a sua per­for­mance. Se planeja ser bem suce­dido em algo, certifique-se que mede o seu desem­penho. Tam­bém como free­lancer, se quer ser bem suce­dido, tem de medir não só as fac­turas e os reci­bos mas a sua per­for­mance, ati­tude, capaci­dades, tendên­cias e tudo o resto. Ava­lie a rapi­dez do com­pleição dos seus pro­jec­tos e a tar­ifa que efec­ti­va­mente está a cobrar por hora. Depois pense em maneiras de mel­ho­rar a sua efi­ciên­cia lab­o­ral e por con­se­quên­cia a sua tar­ifa real por hora. Lembre-se sem­pre que mel­ho­rar per­for­mance não sig­nifica entrar por atalhos.

7. Diver­si­fique a sua oferta de serviços. Assim que atin­gir uma esta­bil­i­dade a nível de fluxo de tra­balho diário e que se sente con­fortável com essa medida, con­sidere diver­si­ficar ou expandir os seus serviços. Inde­pen­den­te­mente do tipo de tra­balho que ofer­e­cer, provavel­mente é capaz de ofer­e­cer outro tipo de con­teúdo para além dos seus serviços actu­ais. Um exer­cí­cio impor­tante é pen­sar de avanço que tipo de serviços irá ofer­e­cer no próx­imo semes­tre ou no próx­imo ano.

8. Par­tir em pedaços. Assim que começa a tomar conta de tra­balho adi­cional, pro­jec­tos grandes  podem fazer parte do lote. Norma geral , este tipo de tra­balho é inde­se­jado, pela sua dimen­são. Ofer­ece muito tra­balho e a com­pen­sação parece a anos luz e é mais fácil de se come­terem erros ou não se avaliarem erros ante­ri­ores. O nível de tra­balho aumenta expo­nen­cial­mente. O ideal, a fazer nestes casos, é par­tir estes grandes pro­jec­tos em boca­dos e indo de encon­tro a eles passo por passo. Defina perío­dos de entrega de partes do pro­jecto para serem avali­a­dos e aceites, e alinhe paga­men­tos parce­lares. Se neces­si­tar, não hes­ite em con­tratar out­ros freelancers.

9. Out­source. À medida que o seu negó­cio de free­lance aumenta, vai chegar a um ponto ou outro que não vai con­seguir tomar conta de todas as ofer­tas que recebe. Con­sidere con­tratar uma pes­soa, tam­bém free­lancer, para o aju­dar e evi­tar, assim, recusar tra­balho. Se esta­b­ele­cer boas relações soci­ais e con­seguir gerir out­ros free­lancers remo­ta­mente, out­sourc­ing pode ser uma grande solucão  de negó­cio — espe­cial­mente se lhe per­mi­tir aumen­tar a sua oferta de serviços.

Para último, lembre-se: tem­pos dífi­ceis são como a chuva, vão e vêm. E fran­ca­mente é algo que não con­segue pre­ver. Então tente plan­ear tudo o resto.

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Um abraço e tudo de bom,

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