Não todos, mas alguns clientes gostam de pen­sar que sabem o que querem… E o que o cliente quer é sagrado! É para isso que pre­cisa de nós. Para tornar real­i­dade os seus desejos.

Hummm

Bem, este foi um dos meus primeiros erros de prin­cipi­ante. Na altura o cliente neces­si­tava de um site para reg­is­tar even­tos desportivos especí­fi­cos. O prob­lema foi especi­ficar como que­ria definido o dito site. Sem uma definição per­feita, foi-se avançando e o cliente foi dizendo como que­ria, até chegar à ditosa e odiosa frase: Não é nada disto que eu que­ria. Como podem cal­cu­lar, isto dita a sen­tença da sat­is­fação do cliente.

Não querendo deixar as coisas no ar e sendo fiel ao com­pro­misso, dois anos mais tarde o site foi dado como acabado. Nen­huma das partes estava satisfeita.

Caso o cliente não saiba o que pre­tende, e na reunião de definição do pro­jecto não con­seguirmos extrair a total­i­dade do mesmo, o mel­hor é   definir­mos por escrito (email ou papel) tudo o que ire­mos fazer doravante.

Não se com­pro­metam em ini­ciar nada sem que ten­ham definido no iní­cio do pro­jecto. Quando apre­sen­tar­mos o  pro­jecto, certifiquem-se que se encon­tra igual ao definido no que ficou escrito. O cliente pode não ficar sat­is­feito, mas ao menos não vos pode cul­pa­bi­lizar e é certo que na altura saberá o que quer.

Nessa altura certifiquem-se que as alter­ações tam­bém são definidas, fac­turadas e con­tabi­lizadas. Ah, e cobrem o pro­jecto antes das alterações!

As  lições que tirei deste primeiro erro foram:

Nunca avançar com um pro­jecto sem o cliente ter a certeza do que pre­tende!

Antes de avançar com um pro­jecto adju­di­cado, definir e con­fir­mar com o cliente aquilo que ficou com­pro­metido fazer!

Um abraço e tudo de bom,

2 comments
Ricardo
Ricardo

Obrigado Jorge, pelo teu comentário. Todo o input construtivo é importante. Um abraço pelo incentivo

Jorge Baptista
Jorge Baptista

Concordo em absoluto Ricardo. A planificação do trabalho em conjunto com o cliente é o ponto fulcral para um "final feliz" e, muitas vezes, é relegado para segundo plano. Ou porque dá trabalho, ou porque não se tem os conhecimentos para o fazer... Evita dores de cabeça, custos (para o freelancer e para o cliente), e desperdício de tempo. Antes de saber como fazer é essencial saber o que fazer. Grande abraço Ricardo e continua.